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Apresentação
A revista Marxismo Vivo completou
cinco anos, foi editada em espanhol, português, francês, russo e inglês e
estamos preparando o número 12. Hoje, não é comum que uma revista
teórico-política marxista dure tanto tempo. Isto só foi possível porque
milhares de lutadores sociais e ativistas de esquerda leram, criticaram
e a
divulgaram.
Isso indica que é uma resposta à necessidade
de explicar os fatos mundiais da luta
de classes com as ferramentas do marxismo. Diante da prostração de um setor
considerável da esquerda frente à "democracia" burguesa, surgem cada vez mais
ativistas que buscam uma explicação marxista que oriente uma ação
revolucionária.
Tal como dissemos no
número 1, Marxismo Vivo "estava a serviço do debate surgido no
interior da
esquerda mundial, que a partir da queda do muro de Berlim, passou a
questionar todo o marxismo e seus postulados básicos. Nos últimos
anos, temos visto que a evolução destes questionamentos deu um salto
qualitativo: um amplo setor dessa esquerda passou
de armas e bagagens à ordem burguesa 'democrática'".
A grande contradição é que, enquanto a
classe trabalhadora mundial protagonizou revoluções e heróicos processos de
luta e crescem os setores de lutadores sociais e ativistas revolucionários que
se aproximam do marxismo, o grosso da esquerda mundial, inclusive
"trotskistas", abandonaram a luta de classes e a luta pela ditadura
do proletariado, em troca de confortáveis assentos parlamentares e suculentos
postos ministeriais.
Cada dia mais o marxismo, o leninismo
e o trotskismo voltam a estar presentes na luta de classes mundial e, em última
instância, isso é o que garante a existência de uma revista
deste tipo. Nos orgulha que, dentro de nossas modestas possibilidades, sejamos uma alavanca de defesa do marxismo. Não
um "marxismo acadêmico", porém ligado os principais fatos da luta de classes
mundial.
Entramos nesta discussão não de forma
neutra mas em defesa de princípios muito simples, hoje abandonados pela maioria
da esquerda mundial como não participar de governos burgueses (Brasil) ou
opor-se à invasão de tropas imperialistas em países como Afeganistão, Iraque ou
Haiti. Nestes anos, analisamos e discutimos os principais processos
revolucionários e de resistência armada contra o imperialismo que aconteceram
no período: Equador, Palestina, Afeganistão, Argentina, Brasil, Bolívia,
Iraque, Venezuela...
Também foram enfocados temas gerais,
muito importantes para a construção de uma alternativa revolucionária mundial:
a recolonização imperialista, o papel da ONU, a questão da mulher, a saída para
a luta camponesa, a restauração capitalista na Rússia, China e Cuba, o
proletariado como sujeito social da revolução nos tempos da "globalização", a
polêmica com a teoria-programa da "cidadania", o nacionalismo burguês, a
relação entre poder operário e a consigna de Assembléia Constituinte.
Respondemos, a partir da nossa ótica, a perguntas chaves como o que aconteceu
com a irreconhecível esquerda mundial ou como enfrentar aos governos de Frente
Popular.
Marxismo Vivo trata de cumprir sua
missão: oferecer ao proletariado mundial e à vanguarda
marxista revolucionária, uma ferramenta que ajude na compreensão comum dos
acontecimentos mundiais, a elaborar um programa de ação, partindo da defesa e
da
atualização do marxismo no calor da luta de classes. Entendemos a teoria marxista como um guia para a ação. Dar esta
luta e oferecer uma alternativa socialista e revolucionária, ainda que modesta,
será uma grande conquista e nos comprometemos a dar
continuidade.
Nas páginas de Marxismo Vivo se
expressaram muitas opiniões, polêmicas e pontos de vista diferentes. Contudo
queremos que haja mais críticas, mais cartas à redação, mais opiniões dirigidas
à revista por parte dos leitores. Para nós isso é fundamental porque, como
disse Trotsky, na revista Clave, editada no México na década de 1930: "A
comunicação constante entre os diretores e os leitores é o requisito
fundamental para que a revista tenha uma orientação correta e se ligue
estreitamente à luta de classes do proletariado."
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Nº 1 - Jun/2000

Nº 2 - Out/2000

Nº 3 - Mai/2001
Nº 4 - Dez/2001
Nº 5 - Abr/2002
Nº 6 - Nov/2002
Nº 7 - Nov/2003
Nº 8 - Jan/2004
Nº 9 - Jul/2004
Nº 10 - Nov/2004

Nº 11 - Jul/2005

Nº 12 - Dez/2005
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