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Queremos que Dalmao vá para a cadeia comum PDF Imprimir E-mail
URUGUAI
Escrito por Esquerda Socialista dos Trabalhadores   
Qui, 09 de Dezembro de 2010 00:47
Pela primeira vez, um general em atividade foi enviado para a prisão por um crime que ocorreu durante a ditadura. Este é Miguel Dalmao, chefe da IV Divisão de Exército.
 
Esse processo ocorre no meio de uma discussão nas fileiras da Frente Ampla sobre a anulação da Lei de Anistia, que vai ficando pela estrada, ja que  Nin Novoa, Saravia e Huidobro, disseram que não a aprovaram junto a brancos e vermelhos. Assim, a Frente Ampla está deixando de lado a reivindicação tão sentida por grande parte da população, como os direitos humanos e julgamento de todos os assassinos e torturadores da ditadura.
 
Dalmao foi promovido a general, em 1 de Fevereiro de 2005, um mês depois de assumiria Tabaré Vázquez, que lhe daria o destino como diretor de Sáude Militar e em 2008 o nomeou como chefe da IV Divisão de Exército, em Minas, Lavalleja.

A inconstitucionalidade da lei de anistia - que é declarada em alguns casos - foi aplicado pela Suprema Cortede Justiça e deste modo foi processado Miguel Dalmao e o coronel da reserva José Chialanza pelo assassinato da militante comunista Nibia Sabalsagaray.

Professor de literatura, militante do Partido Comunista, Nibia foi torturads e finalmente, assassinada em 29 de junho de 1974 estando presa no Batalhão de Transmissões Nº 1. Não foi suicídio, como quiseram e querem apresentar muitas mortes produzidas na ditadura, foi um crime: "Submetida a vários tormentos, a presa morreu."

Ainda hoje, mais de 37 anos do golpe de estado, a impunidade continua a reinar, de alguns casos - este é um - foram excluídos da Lei de Anistia. Os maiores assassinos da nossa história recente ainda estão em liberdade com  leis que os protegem, e um pequeno número presos em celas VIP. Cheda de impunidade!

A única maneira para todos os militares e civis envolvidos na violação dos Direitos Humanos irem para a cadeia, é uma mobilização que tenha continuidade, a fim de julgar e punir todos os assassinos, torturadores e golpistas. Devemos exigir que o PIT-CNT, se coloque a frente dssa luta e lhe de continuidade.

Esta justiça burguesa tem demonstrado que é incapaz até mesmo de colocar nas prisões comuns a um punhado de assassinos e torturadores que foram processados. Por isso, é necessário lutar para a criação de júrispopulares compostos por organizações de Direitos Humanos, por Familiares  dos Presos e Desaparecidos, pelos Filhos, pela Plenária Memória e Justiça, os Sindicatos e o PIT-CNT. Necesistamos de Julgamentos Públicos para que todos conheçam as aberrações cometidas e uma grande mobilização que garanta a prisão destes assassinos.
 
Não às prisões VIP para assassinos e torturadores!
Fim da Lei de Anistia!

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