| Resolução da Coordenação Nacional da CSP-CONLUTAS |
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| BRASIL |
| Escrito por Coordenação Nacional da CSP-CONLUTAS |
| Sex, 03 de Agosto de 2012 06:05 |
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Resolução sobre UIT/CST-Unidos
O agrupamento político-sindical CST-Unidos está desenvolvendo uma campanha internacional com duros ataques à CSP-Conlutas.Às vésperas do nosso Congresso esse agrupamento, em meio à disputa eleitoral do Sindicato dos Químicos de São José dos Campos/SP lançou uma série de denúncias contra a CHAPA 2, que disputava aquela eleição e reivindicava a CSP-Conlutas.
As denúncias da CST-Unidos inviabilizaram a construção unitária de uma atividade no 1.º de maio em São Paulo, que vinha sendo discutida com outros setores há várias reuniões, na medida em que um setor da Intersindical (Sindicato dos Químicos de Osasco) tomou essas denúncias como verdadeiras e não se dispôs a realizar a atividade que vinha sendo discutida (encerramento conjunto das duas passeatas – Sé e Paulista – na Praça da República).
Conforme vídeo postado no YouTube e reunião com companheiros da Pastoral Operária, a tônica dada pela CST-Unidos no ato do 1.º de maio da Sé foi de denúncia da CSP-Conlutas, o que obrigou a uma diferenciação pública do representante da Pastoral Operária contra as posições do dirigente da CST-Unidos no ato.
Passada a eleição, essa campanha segue, com repercussão em outros países, como a Argentina e Venezuela.
Não é a primeira vez que a CST-Unidos se vale de uma campanha de denúncias morais para atacar dirigentes e/ou entidades classistas, do campo da luta dos trabalhadores em nosso país. Quando ainda participavam na antiga Conlutas desenvolveram uma campanha contra dirigentes do Sindicato dos Comerciários da Baixada Fluminense/RJ, o que motivou a criação de uma comissão ampla da Central, que apurou os fatos e concluiu que as denúncias não se confirmavam na realidade, ou seja, se tratavam de calúnias da CST-Unidos contra um setor da diretoria do Sindicato.
Agora, mais recentemente, estão fazendo uma campanha caluniosa contra o companheiro Joaquim, ativista histórico do Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação de São José dos Campos, acuando o companheiro de ter negociado seu mandato na CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – com a AMBEV. Uma farsa, pois o companheiro Joaquim foi demitido pela empresa, a direção do Sindicato hegemonizada pela Unidos não moveu um dedo em sua defesa e judicialmente foi fechado um acordo que preservou o companheiro da perda dos seus direitos e do emprego, acordo esse acompanhado pelo Departamento Jurídico do Sindicato e homologado em assembleias dos trabalhadores da AMBEV.
Fica bastante claro que a CST/Unidos elegeu como parte de sua política os ataques morais à nossa Central e nossos dirigentes. A situação atual exige um posicionamento da Coordenação Nacional da Central.
Vamos aos fatos:
A CST-Unidos acusa a CSP-Conlutas de ter formado uma chapa de oposição (Chapa 2) no Sindicato dos Químicos de São José dos Campos/SP com o apoio da empresa Johnson & Johnson e que teríamos pedido a demissão de cinco trabalhadores desta multinacional, em conluio com a direção da empresa.
O processo de formação das chapas em São José se deu a partir de uma divisão da direção do sindicato e da “Unidos para Lutar”. As duas chapas estavam formadas, majoritariamente, por militantes do PSOL (partido no qual atua também a CST/Unidos).
Ocorreu uma luta antiburocrática no Sindicato, dirigido há muitos anos pela CST, que organizou a “Unidos” a partir da ruptura com a CSP-Conlutas em 2010.
Vários dirigentes do Sindicato começaram a questionar a maioria da diretoria por seu comportamento burocrático e isso deu origem às duas chapas.
A CSP-Conlutas do Vale do Paraíba/SP foi procurada pelo grupo dissidente. Após analisar a situação, ofereceu seu apoio a eles. No entanto, diante da ofensiva patronal, que tinha conseguido na Justiça a redução dos dirigentes do Sindicato com estabilidade, a Central propôs que a Oposição tentasse um acordo com a CST-Unidos e formasse uma chapa unitária, eleita em uma convenção de base ou em uma eleição prévia nas fábricas.
A CST/Unidos não respondeu a essa proposta e inscreveu sua chapa rapidamente. Segundo os companheiros da Chapa 2, a CST-Unidos se valeu de uma assembleia, com churrasco e cerveja, onde foi votada a antecipação das eleições e em dois dias inscreveu sua chapa, deixando de fora todos que tinham feito críticas (entre eles, os 15 membros da direção do sindicato).
A partir daí a Oposição não teve alternativa a não ser registrar a Chapa 2, que aderiu à CSP-Conlutas.
Durante a campanha eleitoral a CST-Unidos trocou o tesoureiro do Sindicato, ligado à Chapa 2, e colocou no lugar um militante da CST, sem discussão na diretoria, apresentando uma ata de uma assembleia que não existiu, segundo os membros da Chapa 2.
A Chapa 2 exigiu uma assembleia para discutir o problema, mas a CST-Unidos-Chapa 1 se negou a convoca-la.
Nesse meio tempo estava em curso uma luta judicial contra a Johnson, pela estabilidade dos dirigentes do Sindicato. A patronal entrou na Justiça pedindo que só 14 diretores tivessem estabilidade no emprego, para uma diretoria de 41 trabalhadores/as e conseguiu uma decisão que acatou esse pedido. Em seguida a patronal demitiu cinco diretores.
O Departamento Jurídico do Sindicato perdeu o prazo para pagamento das custas processuais e assim foi mantida a demissão dos cinco diretores do Sindicato que não estavam numa lista de 14 com estabilidade que própria Justiça havia confeccionado.
Para tentar reverter as demissões, o Sindicato colocou na lista dos 14 nomes os cinco demitidos, coisa que a Justiça aceitou. Desse modo, os cinco sindicalistas foram readmitidos, mas a Johnson recorreu pedindo a anulação deste ato e os dirigentes voltaram a ser demitidos.
A atitude da maioria da direção (CST-Unidos), de colocar os cinco dirigentes na lista dos 14 para tratar de reverter suas demissões provocou muita indignação. Colocar os cinco demitidos na lista dos 14 com estabilidade significava retirar dessa lista outros cinco companheiros que, ao perderem a estabilidade, poderiam ser demitidos a qualquer momento.
Em uma situação como essa não se poderia descartar a hipótese de que os trabalhadores, para preservar os seus principais dirigentes, decidissem sacrificar outros colegas. Mas uma resolução tão delicada como essa só poderia ser tomada em uma assembleia ou, no mínimo, em uma reunião de toda a direção do sindicato. Mas, nem uma coisa nem outra foram feitas. A resolução de colocar os cinco nomes dos demitidos na lista dos 14 foi tomada pela CST-Unidos na Executiva do Sindicato, da qual não participavam os cinco nomes que, a partir daquele momento, poderiam ser demitidos.
Dois companheiros da Chapa 2, entraram com uma ação na Justiça questionando o pedido de mudança dos cinco dirigentes, alegando justamente o caráter antidemocrático dessa decisão.
Consideramos que essa atitude foi um erro dos companheiros, ainda que motivada pelas atitudes burocráticas da CST-Unidos e pelo erro dos advogados no processo.
Esse erro dos dois companheiros vem sendo utilizado pela CST/Unidos para lançar sua campanha internacional de denúncias, atacando a CSP-Conlutas e outras organizações, como coniventes e aliadas da patronal.
No entanto, a CSP-Conlutas do Vale, ao se inteirar da ação apresentada à Justiça por esses dois companheiros, tratou de demonstrar que era um equívoco e que tínhamos que lutar pela estabilidade de todos os dirigentes. Por isso, propuseram que a ação fosse retirada.
A Chapa 2 concordou com essa proposta e os dois companheiros retiraram essa ação antes que ela fosse analisada pela Justiça. Portanto, acusação que a Central está agindo em acordo com a patronal da Johnson & Johnson é uma grande calúnia.
A rigor, quem “vendeu” uma parte dos diretores do Sindicato para a patronal foi a CST-Unidos, mas sequer isso foi utilizado pela CSP-Conlutas e pela Chapa 2.
Quando substituiu os nomes sem consulta aos trabalhadores, a CST-Unidos cometeu um erro muito grande, mas isso não foi o mote da Chapa 2, pois poderia ser uma tática ou manobra jurídica para ganhar tempo no processo e reverter o erro grosseiro cometido pela assessoria jurídica, desde que essa manobra fosse discutida com os trabalhadores, coisa que não foi feita.
Estamos então diante da utilização da calúnia como arma política, prática usada pelas correntes burocráticas e estalinistas no interior do movimento operário.
Relatados e apurados os fatos, a Coordenação nacional da CSP Conlutas repudia veementemente as acusações e a campanha política feita pela CST/Unidos.
Não há como ignorar a atitude desta corrente e deixar correr a situação, aceitando que esse vale-tudo seja parte do cotidiano e das relações entre organizações e movimentos dos trabalhadores.
No mesmo sentido repudiamos as acusações levianas contra o companheiro Joaquim, trabalhador da alimentação de São José dos Campos e membro da Secretaria Executiva Estadual da CSP Conlutas em São Paulo. Quem incorreu numa falta que atenta a moral dos trabalhadores foi a maioria da direção do Sindicato, que abandonou Joaquim à própria sorte quando ele foi atacado pela empresa e demitido por justa causa.
A Coordenação Nacional da CSP Conlutas resolve encaminhar a todas as organizações do movimento operário, nacionais e estrangeiras, o dossiê constituído ao longo das últimas semanas, que comprova fartamente o quanto são mentirosas e levianas as acusações da CST-Unidos e alerta que essa corrente político-sindical avança perigosamente num caminho de deterioração moral, ao misturar à legítima luta política por suas posições e opiniões, métodos estranhos ao movimento operário, como a denunciação caluniosa, sem quaisquer provas, a mentira como arma política e o ataque à integridade moral dos ativistas de outras posições políticas, que não as defendidas pela CST/Unidos.
Relação das Entidades sindicais, oposições sindicais, movimentos sociais e entidades estudantis representados na reunião: ANDES/SN - Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior; ADUFS-BA; ADUFCG; ADUF-RJ; ADUSB; ADUNEB; ADUNESP; ADUFAP; APRUMA; Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica; Federação Sindical e Democrática dos Trabalhadores Metalúrgicos de Minas Gerais; Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social;Federação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas; Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região-SP; Sindicato dos Comerciários de Santa Cruz do Sul; Sindicato dos Comerciários de Nova Iguaçu-RJ; Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Divinópolis e Região -MG; Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Itaúna–MG; Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pirapora; Sindicato dos Metalúrgicos de São João Del Rei; SINDIMETRO–DF; Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém-PA; Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Fortaleza-CE; Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Confecção Feminina de Fortaleza; Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas do DF; Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas no estado de Goiás; Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal do Rio Grande Do Norte; Minoria do Sindicato dos Profissionais da Educação do Estado Rio de Janeiro; Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência do Estado do Rio de Janeiro; Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte; Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II; Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Bayeux-PB; Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Betim-MG; Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo-SP; Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRRJ; Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte-MG; Sindicato dos Professores e Professoras de Guarulhos; Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde de BH e Região-MG; Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário e MPU do Maranhão; Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário e MPU de Alagoas; Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo; Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal de São Paulo; Oposição ASSIBAMA/RJ; Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Minas Gerais; Sindicato dos Petroleiros de Sergipe e Alagoas; Sindicato dos Bancários e financiários de Bauru e Região; Sindicato dos trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, região Metropolitana e Litoral do estado do Paraná; Associação Democrática dos metalúrgicos aposentados e pensionistas de São José dos Campos; Minoria do Sindicato dos Metroviários de São Paulo; Minoria do Sindicato dos Trabalhadores Metroviários do Rio de Janeiro; Sindicato dos trabalhadores em Correios de Pernambuco; Minoria Sindicato dos Trabalhadores em Correios da Paraíba; Minoria do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Petróleo do Estado do Rio de Janeiro; Minoria Sindicato dos Municipários de Porto Alegre; Minoria do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Rio Grande do Sul; Sindicato dos Profissionais da Educação da FAETEC-RJ; Oposição do Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais/RJ; Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Rio Grande do Norte; Minoria do Sindicato dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul-CPERS; Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto-MTST; Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL); Movimento Urbano dos Sem Teto (MUST); Luta Popular; Quilombo Urbano Maranhão; ANEL - Assembléia Nacional dos Estudantes Livre; MML - Movimento Mulheres em Luta; Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe; Comando de Base dos Trabalhadores do Judiciário Estadual da Capital/SP; Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina; Oposição Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Guarulhos; Minoria SINDJESP ABCDMR; Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Contagem; Minoria do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo; Movimento Nacional de Oposição Bancária – SP, BH, RJ; Oposição Bancária de Porto Alegre e Região; Oposição dos Químicos Unificados de Osasco; Oposição APEOESP; Oposição Servidores Municipais de Santo André; Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da rede Oficial do Recife; Oposição Metalúrgica de Niterói; Oposição Sindicato dos Trabalhadores de Indústrias de Alimentação de São José dos Campos; Minoria Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de Minas Gerais; Oposição Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina; Oposição ASSIBGE; Oposição Sindicato dos Trabalhadores em Correios do Rio de Janeiro; Sindicato dos Trabalhadores em Correios do Piauí; Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Vale da Paraíba; Oposição Sindicato dos Trabalhadores em Correios de Santa Catarina; Oposição Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos de São Paulo. |
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